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Dívidas de cartão de crédito e cheque especial aumentam

size 590 978766 002 Dívidas de cartão de crédito e cheque especial aumentam

Quando o assunto é educação financeira, o brasileiro ainda precisa aprender muito. Devido à essa desorganização das finanças, um quarto da população do país está inadimplente e com dívidas caras ligadas à cheques especiais e cartões de crédito.

Um mês de juros do cheque especial, por exemplo, equivale a dois anos de rendimentos da conta poupança. Por isso, é difícil tentar fugir do cheque especial, pois o montante cresce de forma exponencial. Caso o consumidor possua uma reserva de dinheiro, o recomendado é utilizá-la e quitar logo a dívida ou amortizar um parte dela.

Infelizmente, os juros do cheque especial são maiores do que os da poupança. E por isso, não é viável mexer na quantia guardada enquanto se está devendo. É aconselhado que o devedor zere todas as suas economias para quitar as suas dívidas. Depois de resolver as pendências, a pessoas pode utilizar o valor que ia para o pagamento das mesmas e destiná-lo à poupança. De acordo com a pesquisa feita pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), 75% das pessoas que estavam endividadas no mês de agosto tinham débitos com cartão de crédito, estes com taxas de juros mensais de até 10%. Embora estejam cientes desse cenário, as famílias preferem manter o dinheiro aplicado em fundos de investimento ou na poupança, que chegam a render de 0,5% a 1% ao mês. Enquanto este dinheiro está guardado, as dívidas que juros mensais altos estão ativas.

Muitas pessoas que devem pouco, algo como 400 reais por exemplo, não efetuam o pagamento e acabam com o nome sujo. Elas até param de usar a conta pode motivo de esquecimento, pois não têm costume de utilizar o cheque especial.

Mas quando o problema é resolvido logo quando a pessoa recebe a notificação do banco, ela consegue abater parte dos juros, pagando apenas 450 reais por exemplo. O correto é resolver rapidamente, para que aquela dívida não se torne uma bola de neve.

O recomendável é evitar dívidas que envolvem juros altos. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) aconselha fazer o máximo de compras de produtos ou serviços à vista, como o pagamento de restaurantes e compra de roupas. Muitas dessas compras não despertam preocupação, pois possuem um preço baixo. No entanto, elas podem contrair dívidas e se tornarem um valor absurdo no final do mês. E para não perder o controle dos gastos, é importante anotar tudo o que se gasta. Ao não conseguir pagar a fatura, o consumidor opta pelo pagamento da parcela mínima, deixando assim o restante para depois. Nesse caso, a pessoa estará entrando no crédito rotativo do banco, que tem taxas elevadas se comparadas as do mercado.

Em um único mês, os juros do cartão de crédito são 10,7%, ou 238,67% ao ano, segundo dados do levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Já o cheque especial alcança cerca de 161,5% ao ano, ou 8,34% ao mês. Especialistas afirmam que a linha de crédito só deve ser considerada em casos de emergência. O cheque especial não pode ser utilizado por mais de cinco dias. Este só pode ser usado em uma situação de falta de recursos por um pequeno período de tempo, como para pagar uma conta de luz ou água que esteja vencida e você ainda não tenha o dinheiro.

 

 

37% de inadimplentes não pagarão dívida em três meses

imagem 888 37% de inadimplentes não pagarão dívida em três meses

Na pesquisa feita recentemente pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 28% dos inadimplentes responderam que não têm condições de pagar a dívida e 37% disseram que não pretendem pagá-las nos próximos três meses.

Mas qual a razão para as contas ficarem em atraso? 3% disseram que terão condição de pagar, mas não tem intenção em quitar a conta; 28% responderam que não têm condições de pagar e 6% disseram que teriam condições de pagar a dívida parcialmente.

Mas porque esses consumidores não pretendem pagar a dívida? Por considerarem o valor da cobrança muito abusivo, 45% dos que não pretendem pagar nem tentarão negociar com o credor. E devido à falta de tempo, 18% que estão com as contas em atraso não têm o hábito de pesquisar preços antes de comprar ou contratar algo. Cerca de 20% dos inadimplentes afirmaram que possuem uma pequena poupança para realizar um sonho futuramente. Já os adimplentes somam apenas 7% do total, o que é um número muito pequeno.

Já os 63% de consumidores entrevistados que estão dispostos a pagar suas dívidas nos próximos três meses, 74% afirmou que tentará negociar com o vendedor. Aproximadamente 13% farão trabalhos extras para complementar a renda e 11% esperam receber dívidas de terceiros. Outros 8% disseram que usariam o 13º salário para cobrir o valor a ser quitado, e apenas 8% do total pretendem economizar nos gastos do dia a dia. A pesquisa também aponta que 60% dos inadimplentes brasileiros são mulheres. Entre os adimplentes, elas representam 52%.

Ao considerar a condição social e a faixa etária da população, é possível perceber uma maior participação da classe C e de consumidores entre 25 e 49 anos, que somam 86% e 65% respectivamente, entre os que possuem contas em atraso. Já os consumidores das classes A e B com dívida representam 14% no Brasil. Cerca de 50% dos inadimplentes é casada, 3% viúvos, 36% solteiros e 10% separados. A pesquisa também aponta que quatro a cada dez inadimplentes, 37% são funcionários de empresas privadas, 13% são desempregados, 8% são aposentados ou pensionistas e 28% são autônomos.

Segundo o SPC, o mau uso do cartão de crédito é o principal responsável pela inadimplência da população brasileira. De cada dez pessoas, seis estão com faturas atrasadas no cartão, sendo que 46% estão com o nome sujo. Ainda no ranking de dívidas atrasadas, os cartões de loja ocupam o segundo lugar, com 48% dos inadimplentes.

Cerca de 51% das dívidas dos consumidores inadimplentes está concentrada entre R$ 500,00 e R$ 2.000,00, sendo que a média total das dívidas em atraso é de R$ 4.007,00.

Essa pesquisa foi realizada pelo SPC e pelo portal “Meu Bolso Feliz’, contando com a participação de 1.245 consumidores em todas as capitais do Brasil. Os inadimplentes considerados na pesquisa são consumidores que possuem pelo menos uma conta com o pagamento atrasado há mais de 90 dias. A coleta de dados foi realizada pela internet, de forma aleatória sem seguir critérios com idade, sexo e classe social. Já a pesquisa pessoal fio realizada próximo a instituições de proteção ao crédito como Boa Vista, Serasa e SPC Brasil, coletando dados de inadimplentes. A margem de erro é de 3,8 pontos porcentuais com uma margem de confiança de 95%.

 

Financiamentos sufocam a renda dos consumidores

imagem 777 Financiamentos sufocam a renda dos consumidores

A economia do país está no limite, e não haverá aumento na remuneração do trabalho formal que acompanhe o alto valor da parcela dos financiamentos feitos pela população.

Hoje, o brasileiro não tem folga no orçamento para ampliar suas compras financiadas de produtos de maior valor, como eletrônicos e automóveis, e corre um grande risco de ficar inadimplente por causa das dívidas. Isso acontece porque a renda do trabalhador com carteira assinada cresce no ritmo do encarecimento da concessão de crédito. Assim, caso haja um aumento no valor dos juros, há um grande risco de faltar renda para pagar a prestação, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC).

De acordo com o estudo, a prestação de um financiamento no valor de R$ 1.000, concedido ao consumidor nas condições vigentes dos valores de juros e prazos médios de junho desse ano, foi de R$ 39,87. Esta cifra é 3,5% maior do que a prestação de um empréstimo no valor de R$ 38,54, contraído nesse mesmo mês um ano atrás. Essa variação de valor da prestação desconta a inflação, que é medida seguindo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Atualmente, estamos no limite de uma possível pressão de aumento da inadimplência dos brasileiros.

O juro ao consumidor está no maior nível desde abril de 2009, sendo 43% ao ano. E se ele subir, não haverá avanço na renda do trabalho que acompanhe o encarecimento da parcela dos financiamentos.

Em junho, o calote do consumidor nos empréstimos estava em 6,5%. A CNC prevê que o calote fechará o ano de 2014 em 6,9%. Como o mercado de trabalho está perdendo força, há mais condições para que a inadimplência cresça. E com a alta nos juros, a tendência é que a prestação encareça. Em 2013, cerca de 95% das categorias profissionais verificadas pelo Sistema de Acompanhamento de Salários do Dieese conquistaram reajustes de 2,8%, que é um valor acima da inflação para os pisos salariais, representando a metade da correção obtida em 2013. Para este ano, a tendência é que as negociações possam ter um rápido recuo e repitam o nível de reajuste do ano de 2013.

Hoje, o risco de juros altos é o fator que mais contribui para a diminuição das compras financiadas e no risco de não pagamento da dívida. O consumidor se preocupa mais com os juros altos do que com o avanço constante da inflação do país. A CNC prevê uma queda de 1,3% no volume de vendas de bens duráveis para este ano. Mas os juros não são o principal motivo para a queda no número de compras, mas o ambiente econômico como um todo. O consumidor está inseguro com o seu futuro e se estará empregado e tendo uma renda mensal. Ao pensar isso, ele acaba não comprando algo que deseja.

Os analistas não acreditam em uma alta do número de calotes, pois os bancos também estão selecionando de forma mais criteriosa a aprovação do crédito ao consumidor, baseando-se em sua renda. O risco concreto que existe é de uma alta da inadimplência do trabalhador, que está ligada ao futuro surto de desemprego no país. Os gestores de bancos admitem que houve um ligeiro aumento da inadimplência, porém, a perspectiva é de um cenário econômico estável com um leve aumento até o fim do ano de 2014.

 

 

 

Pessimismo do consumidor é impulsionado pela inflação

imagem 666 Pessimismo do consumidor é impulsionado pela inflação

Desde março de 2009, a confiança do consumidor brasileiro está entre os menores patamares, segundo dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria. Mas depois de uma pequena melhora no mês de junho, os consumidores voltaram a ficar pessimistas em agosto, devido à alta inflação no Brasil e outros fatores.

Já é de conhecimento geral que nosso país, há muito tempo, vêm sofrendo pela alta inflação, resultado de uma crise. E isso é um dos motivos para a grande preocupação do consumidor, que hoje tem um baixo salário e necessita comprar produtos e alimentos com altos preços.

Isso foi apontado pelo Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec). Este é um índice que sintetiza as expectativas e o sentimento dos consumidores brasileiros em relação à atual situação econômica. Quando maior for o índice, maior será o porcentual de respostas positivas e maior o otimismo. Toda a pesquisa é realizada em parceria com o Ibope Inteligência. Entre os dias 14 e 18 de agosto, 2.002 pessoas em 141 municípios de todo o país foram consultadas.

Segundo a pesquisa, no mês de julho o Inec estava com 109,5 pontos. Já em agosto, o índice alcançou 108,3 pontos, representando uma queda de 1,1%. A pesquisa mostra claramente que a confiança do consumidor está em um nível baixo desde março de 2009, quando problemas na economia começaram a surgir. A média mais alta apontada foi de 111,1 pontos, que foi a maior da história. A boa notícia é que todos os componentes do índice tiveram uma queda relativa entre julho e agosto de 2014, com exceção do que mede a expectativa para compras de produtos com maior valor, tendo uma alta de 3,7%.

As expectativas em relação à inflação recuaram 7,6% em relação a julho, que foi considerada a maior queda do Inec. De acordo com a CNI, os brasileiros estão mais preocupados com a alta dos preços nos próximos meses. Já as expectativas em relação à renda pessoal diminuíram 1,2% e as do desemprego aumentaram 1,4%. Os consumidores também apontaram uma piora de 2,5% na situação financeira das famílias e de 1,6% no endividamento. Hoje, aproximadamente 50% da renda das famílias brasileiras é comprometida devida ao endividamento, o que freia o crescimento do consumo pelas mesmas.

Tendo como base todos esses dados, economistas afirmam que o consumidor deve colocar suas finanças em ordem e procurar deixar de lado o consumo supérfluo do dia a dia. O elevado endividamento dos consumidores impõe muitos limites ao crescimento da economia pelo consumo. Geralmente, o orçamento familiar é devorado por dívidas com taxas de juros elevadas. Segundo dados do Banco Central, as dívidas consumiam 45,73% da renda em12 meses, acumulada até março deste ano, um processo que vem crescendo a cada ano desde 2009.

Comparando os dados atuais com os de agosto de 2013, o Inec caiu cerca de 1,8%. Naquela época, o índice registrou 110,3 pontos. Em relação à esse mesmo mês do ano passado, diminuíram as expectativas de desemprego (-5,9%), situação financeira (-1,7%) e inflação (-8,7%). A melhora aconteceu nos subitens sobre endividamento (0,3%), renda pessoal (0,9%) e compra de bens com valore altos (0,4%). O endividamento dos consumidores não só prejudica a maioria das famílias do país, mas também limita a expansão do nosso PIB. Por isso, pesquisas como essa são importantes para revelarem a situação atual do Brasil.

 

 

 

Inadimplência cresce entre os idosos

magem 444 Inadimplência cresce entre os idosos

Em julho desse ano, a população entre 65 e 84 anos contraiu um número maior de dívidas com pagamento atrasado, aumentando 9,05% em relação a julho de 2013. Devido ao número crescente de concessão de crédito pelos bancos, principalmente para as camadas de menor renda, a inadimplência dos consumidores da terceira idade está crescendo num ritmo acelerado.

Especialistas afirmam que os idosos não agem mais como antigamente. A população da terceira idade está sendo importante para a economia, criando novos hábitos de consumo e se endividando mais.

Outra pesquisa realizada pela Boa Vista Serviços traçou o perfil dos de consumidores inadimplentes com mais 56 anos de idade, que subiu de 13% para 17% logo do primeiro para o segundo trimestre deste ano. No ano passado, o segundo trimestre contabilizava apenas 12%. Já na faixa etária dos 30 a 55 anos, houve uma queda ou estabilidade, indicando que os mais jovens estão pagando suas dívidas. Mas isso pode ser explicado. Comparado aos mais jovens, o número de inadimplentes idosos subiu devido às despesas compulsórias, como gastos com remédios, que não podem ser reduzidas ou evitadas devido às doenças. No caso dos jovens, as dívidas estão ligadas ao consumo de produtos que podem ser adiados.

Apesar de eles terem uma vida mais ativa economicamente, a população da terceira idade tem uma menor flexibilidade na sua renda. Isso porque ela encontra dificuldade para a obtenção de ganhos extras, como para fazer pequenos trabalho ou bicos e enfrenta dificuldades para mudar de empresa, ao contrário do que acontece com os jovens. Por isso, a inadimplência dessa faixa etária, comparada tanto com relação aos jovens como com a população média da população, tende a ser maior. Outro fator da causa da inadimplência apontada pela população idosa é a solicitação de empréstimo do seu nome para outra pessoa comprar algo. Esse é um dos principais motivos, relatado por 11% dos entrevistados, ante 7% entre a média da população.

Outros fator semelhante é a pressão exercida por parentes para fazerem compras de seu interesse. Este é tido como causa da inadimplência para 2% dos idosos, sendo o dobro para a média da população de 1%.

Ao avaliar o tipo de dívida que culminou para a inadimplência dos idosos, destaca-se a pendência com planos de saúde, bancos e seguros, que são responsáveis por 44% do número de pagamentos em atraso, como aponta o SPC Brasil. Uma pesquisa recente realizada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) aponta que os preços dos planos de saúde individuais ou familiares econômicos oferecidos por empresas na cidade de São Paulo compromete cerca de 40% da renda dos idosos com 75 anos.

Para chegar a esses dados de inadimplência, uma mensalidade de R$ 551,04 e uma renda média mensal de R$ 1,448 mil foi considerada para essa faixa etária, segundo os valores atualizados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2011 realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Depois das pendências com seguros, planos de saúde e bancos, o segundo maior credo de idosos são empresas que fornecem serviços básicos, como luz, gás e água, e o comércio. Cada um destes dois setores corresponderam a 15% das pendências. E em terceiro e último lugar, os consumidores idosos possuem dívidas em atraso com serviços de comunicação, que somam 14%.

Cartão de crédito – brasileiros erram ao usá-lo

imagem 33 Cartão de crédito – brasileiros erram ao usá lo

De acordo com a pesquisa realizada pelo Guia Bolso, as parcelas da fatura representam cerca de 36% dos gastos no cartão de crédito da população de baixa renda, e 10% equivalem à renda mensal.

Devido ao fenômeno conhecido como “bancarização”, o acesso da população ao sistema financeiro foi ampliado. Porém, a grande maioria dos brasileiros comete erros ao usar cartões de crédito. Esses percentuais são considerados altos, segundo especialistas. Para os consumidores que possuem uma renda mensal entre R$ 1 mil e R$ 5 mil, as parcelas comprometem 10% do salário. Já para a classe média, o porcentual é de 8%. E entre os que ganham remunerações acima de R$ 10 mil, elas representam apenas 4%. Para não atrair dívidas para pagar, o recomendável é comprometer apenas 6% da renda mensal para o pagamento das parcelas.

Ao fazer o parcelamento das compras, os consumidores se esquecem que estão transformando a dívida de 30 dias em algo que pode durar até mais de 12 meses. Se isso for combinado com outros compromissos, como o financiamento imobiliário e da compra de automóveis, o parcelamento do cartão de crédito pode fazer com que a pessoa comprometa uma grande parte da renda em gastos fixos, levando-a à inadimplência. Hoje, seis em cada dez brasileiros têm conta em algum banco. Devido à isso, 79,1 milhões de pessoas podem ter acesso a cartões de crédito. O grande problema é que a concessão de crédito é bastante facilitada pelos bancos, que não estabelecem um teto máximo de gastos para o consumidor.

E por causa dos juros altos, em pouco tempo a dívida do cartão de crédito dobra. Não podemos condenar o seu uso, pois ele é um ótimo instrumento para controlar as despesas e conseguir pontos futuramente, que podem ser trocados por produtos e serviços. As compras com valores altos, como eletrodomésticos e passagens aéreas, podem ser parceladas. O que deve ser evitado é o parcelamento de compras menores, como roupas e gastos em mercados e restaurantes.

Mas como não deixar que os gastos fujam do controle? A primeira dica é não levar o cartão de crédito consigo diariamente na sua carteira. Ele deve ser guardado em cada, a fim de evitar compras compulsivas. A segunda dica é possuir apenas dois cartões, caso o consumidor deseje dividir as datas de pagamento. Quantos às parcelas, é preciso controla-las. O consumidor pode elaborar uma planilha de acompanhamento ou usar ferramentas disponíveis na internet.

O Guia Bolso atualiza de forma automática uma planilha de gastos no momento em que o usuário compra algo. Caso perceba que está parcelando muitos suas compras, a pessoas deve mudar imediatamente esse hábito. Além disso, é recomendado pagar a fatura total, e não o valor mínimo. Ao pagar este, os juros começam a aumentar. Se o consumidor já tiver entrado em um crédito rotativo, o caminho mais fácil é procurar uma negociação da dívida com a operadora do cartão de crédito, orientado ou não por um especialista no assunto.

Há um serviço do Procon chamado Programa de Apoio ao Superendividado. Além de oferecer palestrar e informações gratuitas sobre o tema, ele intermedia o consumidor e o credor, sendo este uma empresa, operadores de cartão de crédito ou banco. Na internet, há também muitos outros serviços disponíveis. Caso não consiga uma solução para o problema, procure o aconselhamento de um consultor de dívidas, como o SOS Dívidas, que saberá a melhor solução para o seu problema.

 

 

 

Planejamento financeiro – desculpas a serem evitadas

imagem 222 Planejamento financeiro – desculpas a serem evitadas

Antes de aumentar seu patrimônio e organizar suas finanças, é essencial deixar de enganar a si mesmo. Para ganhar ou deixar de perder dinheiro, é necessário enfrentar alguns sacrifícios e frustrações. Muitas vezes, o consumidor cria desculpas e adia decisões por conta da falta de tempo do dia a dia. Mas para os analistas, isso acontece devido à dificuldade de encarar que se tem menos patrimônio e dinheiro do que gostaria. Enquanto o problema não for encarado, o orçamento será devorado por dívidas com taxas de juros altas, falta de rentabilidade em investimentos e multas.

A seguir, veja as principais desculpas para o consumidor não adotar o planejamento financeiro:

1. Sou muito jovem ou muito velho

Para nortear objetivos do planejamento financeiro e encarar responsabilidades, a idade não deve ser levada em conta. Quanto mais jovem, menos sacrifícios serão necessário para atingir objetivos. Os especialistas já alertam: é preciso pensar na aposentaria desde cedo. E para quem não pensou nisso desde cedo, não é tarde demais para aprender a viver com simplicidade, dividindo gastos e poupando. Assim, é possível aumentar a renda durante a aposentadoria.

2. Possuir crédito faz parte da renda

Seguindo as métricas do planejamento financeiro, o recomendável é guardar dinheiro suficiente para o futuro, ao invés de pensar que o limite de crédito poderá complementar sua renda futuramente. O empréstimo deve ser obtido apenas em situações emergenciais, caso não seja possível pagar todas as contas sem utilizar o crédito. E para não piorar a sua situação, o consumidor deve optar pelas modalidades mais baratas de empréstimos.

3. Eu preciso e mereço gastar dinheiro

Após um dia de trabalho, facilmente é possível justificar gastos supérfluos. Porém, é necessário verificar se o gasto cabe no orçamento do mês. Ao fazer um planejamento financeiro, você poderá dividir gastos e ver qual parte da sua renda pode ser usada para diversões e compras.

4. Não possuo renda para fazer investimentos

Hoje, é possível fazer investimentos com valores pequenos. Mesmo que a rentabilidade não seja alta, é importante que a medida sirva como um estímulo ao hábito de investir. O investimento deve ser incluído no orçamento mensal, e visto como uma obrigação de pagar uma conta. Pense no investimento como uma mensalidade, que precisa ser paga todos os meses. E para isso, é preciso fazer alguns sacrifícios e fazer um correto planejamento financeiro.

5. Minha poupança é suficiente

O recomendado é não focar em apenas um investimento. A poupança pode servir para algumas pessoas, mas para outras não. Por isso, o ideal é diversificar e dividir os recursos de acordo com objetivo financeiro.

6. Irei cortar gastos supérfluos

Antes de optar por uma medida drástica, é necessário planejar e controlar constantemente as finanças para que não se chegue a uma situação extrema. O corte radical de gastos sem planejamento pode comprometer a renda de alguma forma. O recomendável é que o consumidor faça uma reserva para gastos que não são urgentes, e usar um valor apenas depois de poupar. É importante pensar em um objetivo, como a realização de uma viagem por exemplo. Dessa forma, a tarefa de deixar de consumir torna-se mais simplificada, desde que a pessoa faça um planejamento financeiro.

7. O grande problema é a crise

Muitos consumidores culpam a inflação e os altos impostos cobrado pelo governo como motivo para a falta de planejamento financeiro. É bem mais fácil reclamar do que se adaptar e se prevenir. No entanto, é preciso pensar o futuro e nas consequências. Com o aumento da longevidade, o benefício oferecido pelo governo diminuirá. E é preciso também pensar nos impostos, que podem subir no início do ano. Não é melhor se prevenir fazendo um planejamento financeiro?

 

Após pagarem dívidas, consumidores voltam a ter nome sujo

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De acordo com uma pesquisa realizada pela Boa Vista Serviços SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), a reincidência da inclusão nos cadastros de listas de inadimplência aumentou entre os anos de 2013 e 2014. A cada 10 consumidores, 6 voltam a ter o nome sujo menos de um ano após deixarem de constar na lista de consumidores inadimplentes. Cerca de 35,3% dos que limparam seu nome e saíram dessa lista voltaram a ter uma dívida vencida e não paga no banco da Boa Vista SCPC, isso em menos de três meses.

Entre junho de 2013 a junho de 2014, o levantamento realizado nesse período mostra que a reincidência da inadimplência aumentou bastante. Em junho do ano passado a reincidência em três meses era de 33,2% e em 12 meses era de 57,2%. Já em junho deste ano, a reincidência passou a 35,3% em três meses e 59,2% em12 meses. De acordo com Fernando Cosenza, diretor de sustentabilidade da Boa Vista SCPC, a falta de planejamento financeiro e a influência de fatores macroeconômicos são fatores que têm agravado a inadimplência, deixado os brasileiros com o nome sujo. A taxa de reincidência está associada ao aperto dos orçamentos, que estão pressionados pela alta taxa de juros, inflação e menor crescimento da renda real.

Antes, o controle financeiro era muito importante. E hoje, ele é fundamental, pois a inflação está acelerada e os juros estão mais elevados, e os salários estão crescendo aos poucos com o desaquecimento da economia do país. Geralmente, o retorno ao cadastro de inadimplência acontece por causa da falta de planejamento na renegociação da dívida. Muitos consumidores, pressionados com a dívida e com o desejo de limpar seu nome sujo, comprometem-se com parcelas altas que não cabem no bolso. A pesquisa feita pela Boa Vista Serviços analisou as inclusões e exclusões na base de dados do SCPC, considerando apenas os consumidores que regularizaram todas as suas dívidas pendentes. Aproximadamente 2 milhões de clientes deixam o cadastro de inadimplência por mês. O estudo avaliou esses 2 milhões de consumidores, pois foram os que tiveram reincidência.

Um dos principais cadastros de inadimplência do país é o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), pertencente à Boa Vista Serviços. Além desse, há muitos outros, como o Serasa, que pertencem à Serasa Experian e a Boa Vista Serviços e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), um sistema de informações das Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs). Esses são os maiores serviços do país, que oferecem apoio a vendedores e consumidores. Caso o prazo de vencimento de uma conta de produto ou serviço expire, no dia seguinte o vendedor ou a empresa fornecedora dos mesmos pode entrar em contato com os órgãos de proteção ao crédito, informando que o consumidor possui um débito em atraso e que precisa ser pago. E se o pagamento não for realizado, o cliente poderá ficar com o nome sujo.

Em seguida, esses órgãos enviam uma carta de notificação de débito, informando-o sobre a pendência em atraso. Em um prazo de até 10 dias, contados a partir da data do envio da notificação, o cliente deve pagar a quantia estabelecida. Mas se ele não pagar após esse prazo, o mesmo poderá ser incluído nos cadastros de inadimplência, ficar com o nome sujo e ter seu CPF disponível para consulta pública, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Assim, a inclusão torna o consumidor negativado.

 

 

 

 

 

Altos juros de bancos afetam o consumidor e a economia

noticias1 461 Altos juros de bancos afetam o consumidor e a economia

Preparamos este vídeo especialmente para vocês no sentido de mostrar o quanto os altos juros de bancos tanto afetam a economia dos consumidores como a economia do Brasil. Eu fico abismado com a forma passiva dos nossos governantes em relação a esta situação e também dos representantes das indústrias em todas as áreas, não contestam firmemente esta situação apesar das conseqüências negativas que os juros altos têm em cima de toda produtividade. São empresas médias e pequenas fechando suas portas todos os dias devido ao excesso de endividamento e o consumo sendo reduzido mais da metade do que poderia acontecer devido a pratica absurda de juros altos.

O exemplo que nós preparamos para vocês neste vídeo é a demonstração clara e real do que acontecem todos os dias onde o consumidor compra uma geladeira e paga mais de duas geladeiras. Fizemos uma simulação entre a diferença dos juros a 6% ao mês com os juros a 2% ao mês e a esta diferença é simplesmente absurda, só que, mesmo 2% ao mês, juros composto, ninguém pratica no mercado no crédito direto ao consumidor e sim juros de 4% ao mês, 6% ao mês, 8% ao mês e assim sucessivamente.

Assista este vídeo e veja como os juros de bancos afetam o consumidor e a economia do Brasil.

Excesso de empréstimos pode prejudicar empresas

São muitos os riscos nas contratações demasiada de operações de crédito ofertadas em excesso por entidades financeiras. “Desconfie ao receber insistentemente, propostas de empréstimos a juros muito baixos. Certamente, esta será a primeira de uma série de operações de crédito que lhe serão oferecidas ao longo de sua vida útil junto a instituições financeiras.”

saude financeira Excesso de empréstimos pode prejudicar empresas

De forma geral, o gerente do Banco responsável por essas instigantes ofertas de crédito, são sempre muito simpáticos, sabem cortejar e seduzir o cliente, de forma a ganhar sua confiança aos poucos. Mas é importante lembrar que a tomada de crédito não deve ser uma decisão pautada sob a emoção, pois envolve uma série de riscos, caso não seja planejada e realizada no momento certo. Um empresário, que há 12 anos possui um restaurante e se encontrava completamente endividado vivenciou uma situação parecida com esta! Ele relatou que nos últimos três anos estava passando por dificuldades financeiras, devido à facilidade na contratação de operações de crédito que obteve no mercado financeiro e por não ter conseguido quitar os contratos vigentes, foi contraindo outros, de forma a quitar os débitos anteriores.

Com dívidas no patamar de um milhão e seiscentos mil reais para três bancos, o empresário, por exemplo, começou a pagar uma operação em 36 meses e quando atingiu entre a 15º e 20ª parcela apareceram novos problemas e consequentemente, as facilidades para gerar outras operações de crédito, sempre uma para cobrir a outra. Quando percebeu em pouco tempo já estava com seis novos empréstimos, ou seja, possuía de oito a dez contratos ao total em cada um dos três Bancos.

É neste ponto que a maioria dos devedores se torna refém das instituições financeiras, sendo pressionados a recorrer a seguidas operações de crédito, gerando novos contratos para quitar débitos antigos. Começa neste exato momento um ciclo de dívidas, pois um novo contrato foi gerado para pagamento de prestações de outras operações financeiras sem qualquer critério. Recaem sobre estes contratos os juros sobre juros, sem a concessão de desconto nas prestações quitadas antecipadamente. Este é um exemplo de como as dívidas crescem sem que o cliente perceba e que certamente vem acontecendo constantemente em todo Brasil. Contas garantidas, limite para recebíveis, capital de giro e vendas casadas, tais como: seguro, capitalizações, previdências, entre outras opções de crédito, são produtos financeiros oferecidos para atrair quem precisa de capital, que promovem a aceleração do ritmo de endividamento.

Portanto, analise todos os riscos que envolvem uma operação de crédito e jamais comece uma nova dívida para quitar a anterior. Explore ao máximo a figura de quem lhe vendeu os produtos financeiros, quando necessitar reorganizar sua vida financeira, negocie prazos, parcelamentos, mas, sem acumular uma dívida em cima da outra. Na verdade o gerente do Banco esta ali e muito bem treinado para vender os produtos do Banco e além dos empréstimos eles tem metas para cobrir vendendo seguros, consórcios, previdências, planos de capitalização e em cada operação que você faz eles empurram estes produtos na chamada venda casada que inclusive é proibido pelo CDC lei 8078/90.

Portanto você tem que resistir as ofertas evitando o máximo gerar dívidas para cobrir outras dívidas com o pretexto de sobrar uma parte que venha atender suas necessidades naquele momento. Quando estiver nesta situação você precisa parar e reavaliar todos seus procedimentos financeiros já que recorrer constantemente aos Bancos com diversas operações de crédito vai levar ao colapso com conseqüências extremamente negativas a saúde financeira sua e de sua empresa!