Arquivo de Negociar Dívidas

Os falsos “doleiros” e seus intermediários

O golpe é conceitualmente muito simples. Um golpista se apresenta como suposto “doleiro” ou intermediário de “casa de cambio” dizendo-se em condições de realizar operações de câmbio de Reais por Dólares ou vice-versa ou ainda transferências de valores pela modalidade “cabo” (ou seja mercado paralelo ilegal) em entrada ou saída do Brasil. As vítimas mais comuns são empresas com “caixa dois”, empresas de trading, construtoras etc… 

Uma vez entregue o dinheiro (no Brasil ou no exterior, em espécie ou através de transferências ou depósitos) para a suposta operação de câmbio, o intermediário ou “doleiro” simplesmente desaparece ou alega problemas, fiscalizações, ações policiais (falsas), bloqueios, desvios etc… para não cumprir o combinado e ficar com o dinheiro.
As eventuais reações da vítima são obviamente dificultadas pelo fato que a mesma estava conduzindo uma operação ilegal (evasão de divisas e/ou, possivelmente, até lavagem de dinheiro) e portanto qualquer denúncia ou ação oficial pode facilmente levar a um envolvimento criminal da própria vítima.

Este tipo de golpe está em forte aumento em função das ações da Polícia Federal que, sobretudo a partir de 2006, derrubaram redes inteiras de doleiros resultando no desaparecimento de operadores tradicionais e conhecidos, e obrigando quem quiser operar com estas modalidades, a confiar em desconhecidos ou supostos novo operadores, com evidentes grandes riscos.

Fonte – www.fraudes.org

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Empréstimos com “Seguro Garantia” para fins “Especiais”

Até o momento só pude acompanhar casos deste tipo de fraude na Europa. Não é um esquema muito freqüente sendo que envolve uma série de etapas bastante complicadas. Em síntese uma pessoa (com freqüência um profissional liberal) se aproxima de um empresário com boa capacidade financeira e, fornecendo uma história sobre alguma operação espetacular (muitas vezes um “roll program”, alguma rentável operação ilícita pra financiar, ou algo assim), pede um empréstimo fora dos canais e modos normais para poder bancar esta operação.

Obviamente oferece para a vítima uma gorda comissão sobre os supostos futuros lucros da operação. Como garantia oferece uma “apólice de seguro garantia” emitida por alguma companhia estrangeira que, apesar de ser pouco conhecida, aparentemente tem as condições de fazer isso (capital razoavelmente elevado sede em país da UE, EUA ou em outras importantes praças financeiras etc…). Obviamente a versão oficial descrita no contrato de seguro nada terá a ver com a tal “operação espetacular”, mas parecerá um simples empréstimo em favor do tomador que a seguradora garantirá.

Se a vítima cair nesta conversa, o dinheiro que ele emprestar vai sumir e a seguradora que emitiu a apólice não vai pagar alegando que o contrato foi emitido com intenções “fraudulentas”, sendo que a companhia poderá produzir uma carta “póstuma” do tomador do empréstimo dizendo, ou melhor confessando, que “o contrato foi arranjado para fraudar a companhia em cumplicidade com o financiador (vítima)”. O tomador obviamente desaparecerá e/ou resultará ser um sujeito pluri-protestado e cheio de dívidas e outros problemas. Ninguém até agora conseguiu demonstrar que as companhias usadas sejam cúmplices do esquema, mas existem fortes dúvidas a respeito.

Cuidados especiais com companhias de segunda linha baseadas em paraísos fiscais, na Bélgica em Luxemburgo e na Suíça. A segurança melhor é pedir uma companhia de porte e renome e sobretudo que claramente seja especializada neste tipo de apólices. Fuja de companhias de resseguros de segunda linha que se dizem prontas a emitir também apólices de “seguro” (que não é o mesmo que “resseguro” !!).

Fonte – www.fraudes.org

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As confirmações de compras inexistentes com o cartão

A vítima recebe um e-mail informando que a sua ordem de compra de alguma coisa está sendo, ou já foi, processada e o seu cartão de crédito será debitado por um valor X (elevado). O problema é que a vítima não comprou absolutamente nada disso pelo cartão.

Na realidade os golpistas enviaram a mesma mensagem na forma de SPAM para milhares de pessoas usando como endereço e-mail de resposta um endereço invalido, o que impede a vítima de recusar / anular a suposta compra por meio de e-mail. No e-mail os golpistas fornecem também um número de telefone da suposta empresa vendedora. Trata-se normalmente de um número internacional que cobra taxas elevadas por minuto de conversação (até 25 USD por minuto, freqüentemente com prefixo 767 ou parecido). Você liga para resolver este mal entendido da cobrança no cartão e eles enrolam você para ficar o máximo possível na linha … afinal o seu problema com o cartão será resolvido mas a sua conta de telefone trará outras surpresas desagradáveis. Em uma variante bastante comum, anexado ao e-mail tem um arquivo supostamente contendo os detalhes da operação mas que na realidade é um vírus ou trojan ou discador (veja capítulo sobre este golpe específico).

Outra versão ainda, convida a visitar um determinado site para obter maiores detalhes ou para informar abusos ou discordâncias. Acessando o site é proposto o envio de um arquivo supostamente contendo detalhes da operação ou formulários para reclamação, mas que na realidade é um vírus do mesmo tipo descrito anteriormente.

Fonte – www.fraudes.org

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O cliente desesperado (para advogados)

Este pequeno golpe, aos danos sobretudo de advogados, foi relatado, com algumas variantes, em várias cidades do Brasil. O esquema de base do golpe é o seguinte.

No escritório da vítima, um advogado, se apresenta de repente uma pessoa desconhecida, freqüentemente aparentando ser muito perturbada, que conta alguma história dramática supostamente acontecida nas últimas horas ou dias. Estas histórias variam desde assassinatos até acidentes de transito com mortos e feridos … em todo o caso a pessoa está supostamente envolvida na história de alguma forma (como autor ou vítima do evento) e, sendo residente em algum lugar distante, precisa da ajuda de um advogado local. A pessoa, obviamente, ao longo de sua história, deixa entender ter boas condições financeiras, patrimônio e estrutura. A defesa ou serviço solicitado é sempre do tipo muito interessante pelo advogado e a história é contada de forma profissional, com detalhes e em alguns casos até com documentos probatórios e fotos. O objetivo do golpista é deixar o advogado bastante empolgado com a possibilidade de cuidar, na justiça, de uma ação que provavelmente lhe renderá também um bom dinheiro.

O golpista assina mandatos a favor do advogado, informa endereços e telefones e eventualmente entrega cópia de documentos (RG, CPF etc… ), tudo falso. Para terminar o golpista arruma alguma desculpa (estou me escondendo e sai de casa sem pegar nada, perdi tudo no acidente, preciso viajar para conseguir documentos ou por outra razão etc…) e, mostrando-se constrangido, pede ao advogado se não poderia lhe emprestar uma pequena quantia para permitir cobrir determinadas despesas urgentes (a diária do hotel, comida, uma passagem, despesas de cartório para documentos etc…). É claro que o valor seria devolvido em breve, assim que normalizada a situação. O advogado, avaliando a situação potencialmente muito positiva para ele, acaba cedendo e emprestando (ou “adiantando”) valores variáveis de 100 a 1.000 R$ para o golpista. Este agradece, e sai prometendo ligar, dar notícias ou voltar no dia seguinte… e obviamente nunca mais se ouvirá falar dele, da ação na justiça e menos ainda do dinheiro “adiantado”!!

Fonte – www.fraudes.org

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O falso depósito em conta – um golpe bem Brasileiro

Este golpe está na moda há um bom tempo e foi relatado até por alguns jornais. A mecânica é simples mas não por isso menos engenhosa. Alguém se aproxima da vítima, que pode ser pessoa física ou pequena empresa, normalmente com dificuldades econômicas e/ou restrições de crédito. Explica que através de algum esquema “eles” têm como liberar um empréstimo a condições aceitáveis (sobretudo em vista da situação da vítima) e prazos razoáveis. As quantias normalmente não são muito altas mas em alguns casos podem chegar a mais de R$ 10.000. A condição para liberação deste dinheiro é o pagamento, supostamente NO ÊXITO, de uma comissão de X% (normalmente algo na casa de 10%). Ás vezes o X% que deve ser pago não é apresentado como uma comissão mas como um taxa, um seguro ou algum outro tipo de custo. As explicações sobre a origem do dinheiro emprestado são as mais variadas, foram relatados esquemas fictícios de reciclagem de caixa dois, suposto dinheiro escondido de bancos, fundos estrangeiros, dólares convertidos no mercado paralelo, supostos funcionários de bancos públicos corruptos que liberam financiamentos indevidamente, programas de financiamento populares apoiados pelo governo etc… Obviamente tem também normais “novas” linhas de financiamento de bancos ou financeiras. Até aí nenhum problema, a vítima vai assinar uma papelada que parece um contrato de empréstimo ou algo do tipo, depois disso (algumas horas depois) é informada que o dinheiro já foi depositado na sua conta, e que portanto já é devida a comissão, ou taxa, seguro, custo…

A vítima verifica no caixa eletrônico ou no computador e realmente aparece um depósito, não ainda liberado para saque, pelo valor contratado. Portanto ele, também apressado pelas cobranças e eventuais ameaças de anulação do empréstimo, paga imediatamente a comissão concordada. O problema é justamente no depósito que, no dia seguinte, é cancelado sendo que tinha sido feito no caixa automático, depositando um envelope VAZIO mas indicando que continha o valor supostamente emprestado. Por esta razão o depósito aparecia na conta da vítima, mas ainda bloqueado (ou “sujeito a conferência”). O banco, obviamente, após verificar que o envelope era vazio, anula o depósito, estorna o valor da conta e a vítima fica com o prejuízo da comissão paga. Os golpistas, nem precisa dizer, desaparecem. Recebi muitos relatos de golpes deste tipo partindo também de pequenos anúncios (classificados) em jornais e até de anúncios em rádios, sobretudo do interior. Também já recebi vários relatos de outros golpes envolvendo “falsos” depósitos em conta, ou seja depósitos de envelopes vazios em caixas automáticos. Em alguns casos tratava-se de compras de mercadorias (via internet ou não), ou até de prestação de serviços. Em alguns casos os golpistas efetuaram “pagamentos” com envelopes vazios e conseguiram receber em dinheiro o “troco” por supostos depósitos de valores em excesso (além de, em alguns casos, levar mercadorias ou serviços). Existe, por fim, uma variante ainda mais perigosa na qual os golpistas, em vez de depositar um envelope vazio no caixa automático, depositam um cheque roubado ou clonado no caixa à vista. Depois de 1-2 dias (o prazo de compensação) o cheque volta, é estornado e pode ainda criar problemas pra vítima que, no caso em que o cheque fosse roubado, poderá ter que explicar de onde veio e como foi parar na sua conta.

Fonte – www.fraudes.org

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Golpes com contas bancárias anônimas ou numeradas

Se trata de um golpe clássico que se apresente em diversas variantes. O conceito de base é atrair um investidor ou outra pessoa/empresa que por alguma razão tenha interesse em colocar (ou esconder) dinheiro numa conta anônima (Anonymous Bank Account) ou numerada, junto a algum banco sediado no exterior. Vale mencionar que, neste tipo de golpe, frequentemente são usados bancos reais e conhecidos (diferentemente da variante envolvendo “bancos fantasmas“), que porém nada tem a ver com a estruturação do golpe. Os golpistas, se apresentando como consultores ou as vezes como agentes/representantes do próprio banco estrangeiro, oferecem uma série de facilidades entre as quais uma das mais relevantes é a eliminação de etapas burocráticas de identificação ou seja dos procedimentos de KYC (Know Your Customer) que todos os bancos sérios exigem, mesmo em países com elevado grau de sigilo bancário e mesmo em relação a contas anônimas ou numeradas.

Na prática, os golpistas se aproveitam de ingenuidade ou escassos conhecimentos operacionais das vítimas/clientes para fazer com que estes acreditem ser possível a abertura de uma conta totalmente anônima, sem necessidade de se identificar nem, as vezes, de assinar qualquer documento relevante ou formulário. Na realidade os golpistas, na maioria dos casos, usam contas em nome de empresas controladas por eles, fornecem depois os dados destas contas para os clientes (as vezes justificando a necessidade de usar uma sub-conta para manter o anonimato), e esperam que seja enviado o dinheiro. Uma vez que isso acontecer simplesmente se apossam do dinheiro, sendo que eles tem o controle de tal conta, e deixam o cliente sem muitas possibilidades de ação. Vale ainda lembrar que, ao operar desta forma, existe o sério risco de se envolver em operações que tipificam o crime de lavagem de dinheiro (que hoje em dia existe na legislação da maioria dos países do mundo), além de poder facilmente perder o patrimônio movimentado. As demais, ao entrar em operações deste tipo, o cliente/vítima entrará num circulo que de fato lhe impedirá de realizar qualquer tipo de denúncia ou ação legal para tentar recuperar seu dinheiro, sendo que, além de não ter qualquer comprovação de titularidade da conta usada, as operações serão provavelmente realizadas através de canais ilícitos (doleiros, cabo etc…) caracterizando por si só um crime a cargo do cliente/vítima, que assim não poderá fazer nada sob pena de se auto-denunciar.

Vale ainda lembrar que os bancos do mundo inteiro exigem a identificação pessoal do titular ou responsável da empresa para abertura de uma conta em nome de pessoa jurídica (mesmo que protegida, numerada, anônima etc…). Isso que dizer que se você for o acionista/controlador de uma empresa mas não se identificar na hora da abertura de uma conta em nome de tal empresa, você de fato nunca terá real controle sobre aquela conta. Existem ainda casos nos quais os golpistas simplesmente falsificam documentos e formulários bancários, para deixar o cliente/vítima acreditar que esteja abrindo uma conta legítima e sob seu controle. Depois eles realizam abertura de sub-contas ou outras operações em nome de entidade controladas por eles e, quando o cliente realizar transferências, se apossam do dinheiro sem problemas. Em alguns casos os golpistas chegam ao requinte de fornecer dados de acesso via internet (de contas sobre as quais eles tem o real controle). O cliente/vítima, verificando que realmente tem acesso a conta, se tranquiliza e transfere seu dinheiro para descobrir, no dia seguinte a transferência, que a senha de internet mudou e/ou que o dinheiro foi sacado integralmente.

Fonte – www.fraudes.org

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A troca de “dinheiro bom” por “dinheiro falso”

Tomei conhecimento desta fraude pela primeira vez na Europa e diretamente com uma vítima. Tenho informações de vários outros casos parecidos que aparecem, periodicamente, também no Brasil. Até já acompanhei alguns.  O esquema geral é o seguinte. Uma pessoa propõe a um empresário ou profissional, reputado e com boa capacidade financeira, de cooperar em um esquema de troca de dinheiro falso por dinheiro bom. A operação supostamente daria um lucro muito grande. O risco da operação seria muito baixo devido a qualidade altíssima dos falsos. São feitos alguns testes, sempre bem sucedidos e envolvendo pequenas quantias, para atiçar a ganância da vítima. Depois na hora da primeira operação com valores elevados, alguma coisa não dá certo e a vítima perde tudo.

No primeiro caso que acompanhei os golpistas contaram que uma organização tinha conseguido exemplares usados (mas ainda bons) das matrizes originais para impressão de notas de um país europeu (que deveriam ter sido destruídas) e de um lote do papel usado normalmente para imprimi-las (veja golpe das “matrizes originais”). Este grupo estava, portanto, supostamente em condição de produzir notas absolutamente perfeitas, mas dizia ter problemas em depositar este dinheiro por causa de falta de origem e por terem antecedentes criminais. Precisavam, portanto, de alguém com o nome limpo e possivelmente reputado para cuidar desta parte da operação. Em troca estavam dispostos a reconhecer uma generosa participação de 50% nos lucros. Ou seja, o empresário iria comprar as notas por 50% do valor e depois depositá-las em um banco (na Suíça ?) para que virassem disponíveis para uso em quantias elevadas. Em tese, uma clássica operação de lavagem !

As primeiras duas operações de troca foram bem sucedidas, o empresário trocou cada vez mais ou menos o equivalente a 10.000 USD por notas valendo o dobro e as depositou sem problemas no banco dele (as notas provavelmente eram autênticas e não impressas pelos golpistas), levando para casa um lucro de 20.000 USD (nada mal, heim!). Depois os criminosos declararam que não podiam mais continuar fazendo operações de 10.000 USD sendo que o volume a ser “distribuído” era muito maior e com estas pequenas operações poderiam acabar tendo problemas. Pediram para fazer operações de, no mínimo, 200.000 USD de cada vez. A vítima, segundo o que me contou, caiu na armadilha. Arrumou os 200.000 USD e foi trocar por 400.000 USD “produzidos pelos golpistas”, o problema aconteceu quando ele apresentou estes 400.000 no banco, estes sim eram falsos e até grosseiros. Como adiantei, “operações” parecidas já apareceram no Brasil, tanto com USD quanto com Reais e outras moedas. Recebi vários relatos neste sentido e até acompanhei de perto alguns casos.

Uma variante desta fraude aconteceu sempre na Europa também com dinheiro a ser supostamente “lavado” porque de proveniência ilícita, mas supostamente autêntico. O empresário (um outro, obviamente) comprava USD de “suposta” origem ilícita por 50% do valor e os depositava no nome dele numa conta no exterior. Depois das primeiras pequenas operações ele recebia falsos grosseiros (também de origem ilícita, mas por uma outra razão … a falsificação !). Em outro caso ainda, na terceira operação, grande, depois das primeiras “boas” e pequenas, os golpistas simplesmente roubavam a vítima na hora da “operação” e sumiam com o dinheiro sem nem entregar dólares falsos em troca. Em alternativa criavam uma falsa situação crítica, com chegada de polícia ou de outros bandidos etc… para conseguir desaparecer na confusão, obviamente levando o dinheiro bom.

É útil lembrar que, neste tipo de fraudes, além do prejuízo econômico direto, existe um risco elevadíssimo de acabar envolvidos em ilícitos graves quais lavagem de dinheiro, falsificação, formação de quadrilha etc…
As histórias inventadas pelos golpistas para justificar a necessidade de trocar o dinheiro são as mais variadas. Além das que já mencionei, vale lembrar as seguintes:

  • Dinheiro não declarado fiscalmente.
  • Dinheiro falso mas perfeito.
  • Dinheiro oriundo de tráfico ou contrabando.
  • Dinheiro roubado (às vezes no exterior).
  • Dinheiro extraviado de bancos ou empresas.
  • Dinheiro extraviado de doações ou fundações.
  • Dinheiro oriundo de corrupção.
  • Dinheiro deixado enterrado por muito tempo.
  • Dinheiro de ditadores.
  • Dinheiro de seqüestros.
  • Necessidade de trocar uma moeda por outra (USD por Real, por exemplo).

Fonte – www.fraudes.org

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Fundos e contas bancárias bloqueadas

Trata-se de um tipo de fraude interessante e com muitas variantes. Alguns fortes indícios deixam pensar que seja uma invenção dos mesmos senhores que desenvolveram o esquema da “Carta da Nigéria”. Na prática um intermediário se aproxima da vítima contando que, em virtude de uma operação que deu um problema, existe um dinheiro bloqueado num banco internacional no exterior (muito usados nomes de bancos de primeira linha na Alemanha, Inglaterra, Holanda, Canadá e HongKong) do qual ele ficou sabendo graças a contatos privilegiados no próprio banco. Em alguns casos este dinheiro estaria (não se sabe porque, talvez homonímia) no próprio nome da vítima mas sujeito, para liberação, a apresentação de vários documentos e a várias outras exigências.

Em outros casos o dinheiro bloqueado estaria no nome de uma empresa fantasma e precisaria ser transferido para a vítima de maneira que o problema de liberação possa ser resolvido. Apareceram até casos em que o dinheiro seria uma herança ou doação em nome da vítima, mas bloqueada por várias razões.  O intermediário se oferece para fornecer mais informações e ajudar a vítima a tomar posse deste dinheiro, graças a contatos privilegiados e caminhos exclusivos. Em alternativa pede a ajuda da vítima para viabilizar a retirada destes valores. Isso obviamente em troca de uma substancial percentual do suposto dinheiro a ser liberado (algo em torno de 50%).

Se cair nesta conversa a vítima receberá uma montanha de falsos documentos do próprio banco e de outras entidades confirmando a existência dos fundos bloqueados (facilmente mais de 10 milhões de USD) no nome dele. Depois de muitos outros “papéis”, provavelmente, alguém começará a pedir algum dinheiro para liberar alguma coisa (procurações, ou para comprar alguém no banco, ou para conseguir um documento de alguém, ou para pagar algum imposto, ou para pagar um advogado etc…). Se tratará inicialmente de pouca coisa, provavelmente algo em torno de 5.000 USD, mas isso é só o começo porque, daí em diante, chegarão outras exigências todas com um “custinho” junto e, depois do primeiro “investimento”, ninguém estará a fim de perder o negócio e o dinheiro já gasto e por isso a vítima continuará pagando até perceber que perdeu tudo.

Fonte – www.fraudes.org

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Cartões de crédito falsos, roubados ou clonados

Fraudes com cartão de crédito são um fenômeno comum, normalmente envolvem pequenas quantias, mas em alguns casos podem dar problemas maiores. Não existe um esquema único e por isso não se pode dar uma descrição exata do “modus operandi”. A base desta fraude é dispor de um cartão clonado ou do número do cartão de crédito de uma vítima e de quantos mais outros dados sobre esta pessoa seja possível (RG, CPF, endereço, telefones, dados pessoais e possivelmente até um xerox do cartão e/ou do RG).

Com isso na mão o fraudador vai tentar usar o cartão da vítima para comprar bens ou serviços que serão depois debitados na conta da vítima. Com o advento da internet isso ficou ainda mais fácil porque a maioria dos sites que vendem pela internet aceita o pagamento com cartão de crédito. Sempre na internet está em franco crescimento o número de fraudes do tipo “phishing” envolvendo cartões de crédito e suas senhas, que são roubadas por sites ou programas maliciosos (trojans) e depois usadas para fazer pagamentos que serão debitados no cartão.

Cuidado a não fornecer estes dados a desconhecidos ou fora de estabelecimentos comerciais sérios. Em muitos casos os golpistas obtêm os dados da vítima graças à colaboração de algum funcionário desonesto de um estabelecimento comercial que, na ocasião de uma compra legítima, faz uma cópia dos dados do cliente. Até alguns anos atrás era ainda bastante freqüente a utilização do papel carbono (que contém todos os dados do cartão) que sobra do modulo utilizado nas maquinas manuais de débito dos cartões. Hoje esta modalidade está em declínio por causa da difusão dos terminais eletrônicos.

É bem conhecida a existência de maquinas que clonam os dados dos cartões de crédito simplesmente passando o cartão, como se fosse uma maquina eletrônica de autenticação do pagamento (os ditos “chupa-cabras”, ou “skimmers” em inglês). Esta é uma das modalidades de clonagem mais na moda hoje em dia. O conselho é portanto sempre ficar com os olhos no cartão e ver como e onde o mesmo é utilizado. A clonagem de cartões é um fenômeno em crescimento no mundo inteiro e muitas vezes uma maior atenção por parte do titular do cartão seria suficiente a evitar problemas futuros. Se alguém ligar se dizendo funcionário da administradora do Cartão de Crédito peça para deixar o nome e ligue para ele de volta usando o número oficial da administradora que você pode encontrar nas páginas amarelas ou, muitas vezes, no verso do próprio cartão. Se, ligando na administradora, ninguém conhecer o nome que você está procurando não se surpreenda muito… foi uma das muitas tentativas de golpe.

Vale a pena mencionar a existência de verdadeiras organizações, tanto nacionais quanto internacionais, que vendem cartões de crédito clonados e, em alguns casos, até cartões de créditos falsificados completamente (ou seja não clonados de verdadeiros, e vendidos em lotes até com design sob medida) mas que podem funcionar e passar os controles. Aconselho atenção redobrada com cartões de design desconhecido e verificação cuidadosa dos documentos de identidade apresentados. É oportuno, por fim, dizer que os cartões de débito, ou cartões bancários, também podem ser clonados, com modalidade às vezes parecida às usadas pelos cartões de crédito, mesmo se, neste caso, além de clonar o cartão é indispensável conseguir roubar a senha. Esta modalidade encontra-se em franco e rápido aumento no Brasil, por isso vários bancos estão iniciando a utilizar o chip também em cartões de débito ou bancários.

Um truque relatado por várias fontes, e usado por golpistas e seus cúmplices, consiste em passar o terminal para digitar a senha do cartão de débito sem ter digitado o valor a ser pago. Desta maneira a vítima, sem perceber, irá digitar e deixar visível a própria senha (pois será digitada no lugar do valor, que é visível). Depois disso é só clonar o cartão com um chupa cabra, dizer que deu erro a operação e repetir tudo, desta vez de forma correta, para efetivar o pagamento. Outra modalidade consiste na instalação, em feriados ou depois dos horários bancários, de falsos caixas automáticos que, uma vez digitada a senha, informam um problema qualquer e retém o cartão (cuja senha já foi informada) solicitando que se entre em contato com o banco (obviamente no dia seguinte). Logo depois o cartão “retido” será retirado pelos golpistas e utilizado em um caixa automático verdadeiro para esvaziar a conta.

Fonte – www.fraudes.org

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Os papéis dos bancos

Este tipo de proposta tem normalmente como objetivo atrair um investidor desfrutando a comum ignorância e os mitos sobre os “mistérios” das transações e operações financeiras efetuadas pelos bancos.

O intermediário costuma oferecer altos rendimentos (acima de 20% ao ano chegando, às vezes, acima de 150%) com um investimento supostamente “seguro” que aproveitaria instrumentos exclusivos e de médio/curto prazo, típicos (segundo ele) dos grandes bancos internacionais. Em alguns casos o investimento exploraria situações excepcionais em alguns bancos (como fundos bloqueados que, porém, poderiam ser usados pra emitir BGs). Em outros casos desfrutaria descontos ou condições particulares na liberação de garantias, cartas de crédito ou outros instrumentos (muito usadas também as MTN – Medium Term Notes) que supostamente poderiam depois ser “negociadas” com lucro no mercado. Freqüentemente, para realizar o investimento, é preciso um depósito numa conta no exterior e uma procuração especial para alguém executar estas operações junto aos bancos. Isso tudo é mentira e o dinheiro simplesmente será “perdido” integralmente.

Uma variante comum no Brasil (que explora a carência e a fome de financiamentos externos) é a promessa (obviamente falsa e fraudulenta) de conseguir capital de giro ou outros financiamentos através de alguma fantasiosa operação envolvendo este tipo de “instrumentos”. Muito comum é a oferta de supostas linhas de financiamento que exigem a apresentação de uma BG (Bank Guarantee – Garantia Bancária) para liberação dos fundos. Neste caso o objetivo do golpe é fazer a vítima pagar algum “custo” por alguma suposta razão (a desculpa dos golpistas), ou para adquirir os “instrumentos”, tudo obviamente antes de ver o suposto dinheiro do financiamento… Nenhum banco sabe nada sobre boa parte destes fantasmáticos instrumentos que são gerados e usados só no mundo mirabolante dos fraudadores. Alguns destes instrumentos realmente existem, mas com características, modalidades de emissão e usos totalmente diferentes dos propostos ou sugeridos. Se você ouvir algum dos seguintes termos, ou outros parecidos, sobretudo em relação à propostas de operações de financiamento ou aplicação, saiba que existe uma grande chance (se não a certeza) que estejam tentando uma fraude: “prime bank note / instrument / debentures / guarantees / letters of credit / MTN”, “certified bank invoice/note”, “fiduciary bank”, “safekeeping”, “certified draft”, “one year and one day”… Um caso a parte é representado pelos “Certificados Internacionais de Depósito” (International Certificate of Deposit, ou ICD), normalmente com valores de várias dezenas ou centenas de milhões de dólares, supostamente emitidos por grandes e seriíssimos bancos internacionais (tipo: J.P.Morgan, Bank of America, Citibank, Credit Suisse, UBS, ABN AMRO etc…) que são propostos com várias desculpas. Já vi, também, casos envolvendo o nome de bancos menores e menos internacionais, como o “Banco de la Nacion Argentina”, e com valores menores (na casa de 1 a 5 milhões de USD), mas sempre dentro do mesmo esquema geral de golpe.

Na maioria dos casos a proposta básica é negociar estes documentos com um deságio, em função de alguma suposta urgência em ter liquidez. Já registrei casos nos quais os golpistas alegavam ter conseguido viabilizar ótimas operações com estes papeis, sobretudo com safekeepings, e estarem prestes a receber uma “bolada”. Neste caso eles contavam ter ficado sem liquidez por causa dos custos envolvidos com a operação, e solicitavam então um “pequeno” adiantamento (50-100 mil USD), necessário pra terminar algum processo ou fazer alguma viagem, se disponibilizando a pagar juros ou comissões/participações altas na hora, iminente, do recebimento da tal “bolada”.

Já relataram, também, casos nos quais estes documentos foram ofertados como lastro/garantia para financiamentos ou em outros tipos de operações financeiras, inclusive para deixar mais acreditáveis histórias relativas a “Roll Programs” ou “HYIP” (veja seção a respeito neste site), ou até como sinal em operaçõs de “aquisição” de empresas. É importante saber que estes documentos são, quase sempre, falsos completos ou no mínimo forjados a partir de modelos autênticos.

Fonte – www.fraudes.org

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