Financiamento de carros: Os 5 Maiores perigos para suas Finanças

Financiamento de carros: 5 principais riscos

Na nossa sociedade, na atual conjuntura, é necessário ter transporte próprio para garantir nossa independência na hora de se deslocar. Seja para trabalhar ou para lazer, ter um carro próprio é a forma mais garantida de ter liberdade e independência.

No entanto, a independência que o carro traz pode significar dependência financeira. Entenda como o financiamento de carros pode prejudicar suas finanças pessoais.

O financiamento de carros, recurso mais popular para compra de automóveis pelo consumidor brasileiro, funciona de forma que traz 5 riscos para suas finanças pessoais.

Vamos detalhar esses 5 perigos a seguir, para você saber como se organizar para assumir um financiamento de carros, sem prejudicar sua vida financeira.

Exige entrada para a contratação

Um financiamento de carros, na maioria dos casos, exige pagamento de entrada no ato da contratação. Isso significa que, salvo casos raros de financiamentos oferecidos pelas concessionárias na compra de carros zero, você só conseguirá contratar seu financiamento de carros se tiver, ao menos, 20% do valor do automóvel para dar à vista a título de entrada.

Só isso já pode virar um sério problema para quem precisa de um carro “para já” e não tem economias guardadas.

Por isso, vale cogitar um consórcio de carros, um empréstimo pessoal ou alguma outra forma de crédito que possibilite adquirir o carro mais rapidamente ou então ter dinheiro na mão para dar de entrada.

Exige nome limpo e crédito na praça para contratação/renegociação

Tanto na contratação quanto na renegociação do contrato, as financeiras exigem que você não tenha restrições em seu CPF e tenha crédito na praça para autorizar seu financiamento de carros.

Isso significa que pessoas endividadas e com nome sujo não conseguem financiamento de carros e acabam se limitando por isso. Mas existem outras opções para essas pessoas, como consórcios de carros.

O nome sujo também pode ser um empecilho após a contratação do financiamento de carros. Mesmo com nome limpo no ato da contratação, por exemplo, se um ano depois você estiver “apertado” e desejar renegociar seu contrato (aumentando o número de parcelas, por exemplo), a financeira refaz sua análise de crédito para avaliar se a renegociação é viável para eles ou não.

Dessa forma, mesmo que você não tenha atrasado uma parcela sequer de seu financiamento de carros, você ainda está sujeito a análise de crédito caso deseje uma renegociação do contrato.

Após 3 parcelas atrasadas, você fica sujeito a Busca e Apreensão de Veículos

Não é lei, nem regra, mas sim a prática comum no mercado de financiamentos de carros. As financeiras têm o hábito de “dar” a você 3 meses para acertar seu contrato. Isso quer dizer que as financeiras costumam esperar até 3 parcelas atrasadas para, apenas depois, enviar a cobrança para assessoria jurídica.

Essa fase é justamente quando começam cobranças adicionais, como juros, multa, mora, honorários advocatícios e até mesmo a entrada no processo de Busca e Apreensão. Portanto, fica a dica: nunca atrase mais do que 3 parcelas em seu contrato de financiamento de carros!

A financeira reserva-se o direito de não renegociar seu contrato

Atrasou parcelas e deseja renegociar seu financiamento de carros? Infelizmente, nas letrinhas dos contratos de financiamento oferecidos pelos bancos e outras instituições de crédito, as empresas sempre se reservam o direito de não renegociar seu contrato. Isso significa que o banco ou financeira não é obrigado a renegociar sua dívida, caso você assim deseje.

Seria inteligente que eles renegociassem, porque estariam dando a você a chance de acertar suas dívidas sem ficar com o nome sujo e tendo maior flexibilidade. Mas, por outro lado, aí as financeiras não têm a chance de cobrar juros, multa, mora, honorários e demais cobranças que são efetuadas em contratos atrasados… Infelizmente, eles nem sempre estão do lado do consumidor!

Os juros abusivos praticados podem inflar sua dívida rapidamente

As cobranças adicionais em contratos atrasados, assim como os juros abusivos praticados pelas financeiras, incluindo a prática ilegal dos juros sobre juros, infelizmente levam sua dívida a inflar em pouco tempo, sem nem mesmo que você tenha a chance de renegociá-las ou de juntar dinheiro para quitá-las.

Afinal, quem atrasa uma conta costuma atrasar várias, pela simples impossibilidade financeira de manter tudo em dia.

Dessa forma, o financiamento de carros acaba sendo uma ferramenta tradicional, mas altamente perigosa para o consumidor. Isso leva a equipe da SOS Dívidas a sugerir outros caminhos para sua independência, que também garantam a independência financeira! Então, considere a possibilidade de um empréstimo pessoal e a contratação de um consórcio.

No empréstimo pessoal, você consegue o dinheiro na mão para comprar seu automóvel, mas ele não fica alienado em garantia, como acontece no caso do financiamento. Mesmo que os juros sejam mais altos do que os juros praticados em financiamentos, você não corre o risco de perder seu carro, porque ele não estará alienado. Já o consórcio é a contratação de uma carta de crédito que possibilita que você compre um carro.

Depois que você recebe a carta de crédito (ao final do consórcio ou antecipadamente, se você for contemplado em um dos sorteios mensais), o carro que você comprar fica alienado.

Mas os juros são bem inferiores e há muito menos cobranças a pagar, apesar de a alienação ser um perigo. Dessa forma, você já tem dois caminhos alternativos para comprar seu carro e garantir sua independência na hora de passear e trabalhar, mas sem arriscar sua independência financeira!

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Emanuel Gonçalves
Emanuel Gonçalves
Emanuel Gonçalves é Fundador do blog SOS Dividas, especialista com mais de 20 anos no mercado como consultor financeiro, também Autor do Ebook " Como Negociar Dívidas" que vem ajudando milhares de Brasileiros a saírem do vermelho e reestrutura sua vida financeira.

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