Financiamentos Sufocam a Renda dos Consumidores

A economia do país está no limite, e não haverá aumento na remuneração do trabalho formal que acompanhe o alto valor da parcela dos financiamentos feitos pela população.

Hoje, o brasileiro não tem folga no orçamento para ampliar suas compras financiadas de produtos de maior valor, como eletrônicos e automóveis, e corre um grande risco de ficar inadimplente por causa das dívidas. Isso acontece porque a renda do trabalhador com carteira assinada cresce no ritmo do encarecimento da concessão de crédito. Assim, caso haja um aumento no valor dos juros, há um grande risco de faltar renda para pagar a prestação, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC).

De acordo com o estudo, a prestação de um financiamento no valor de R$ 1.000, concedido ao consumidor nas condições vigentes dos valores de juros e prazos médios de junho desse ano, foi de R$ 39,87. Esta cifra é 3,5% maior do que a prestação de um empréstimo no valor de R$ 38,54, contraído nesse mesmo mês um ano atrás. Essa variação de valor da prestação desconta a inflação, que é medida seguindo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Atualmente, estamos no limite de uma possível pressão de aumento da inadimplência dos brasileiros.

 O juro ao consumidor está no maior nível desde abril de 2009, sendo 43% ao ano. E se ele subir, não haverá avanço na renda do trabalho que acompanhe o encarecimento da parcela dos financiamentos.

Em junho, o calote do consumidor nos empréstimos estava em 6,5%. A CNC prevê que o calote fechará o ano de 2014 em 6,9%. Como o mercado de trabalho está perdendo força, há mais condições para que a inadimplência cresça. E com a alta nos juros, a tendência é que a prestação encareça. Em 2013, cerca de 95% das categorias profissionais verificadas pelo Sistema de Acompanhamento de Salários do Dieese conquistaram reajustes de 2,8%, que é um valor acima da inflação para os pisos salariais, representando a metade da correção obtida em 2013. Para este ano, a tendência é que as negociações possam ter um rápido recuo e repitam o nível de reajuste do ano de 2013.

Hoje, o risco de juros altos é o fator que mais contribui para a diminuição das compras financiadas e no risco de não pagamento da dívida. O consumidor se preocupa mais com os juros altos do que com o avanço constante da inflação do país. A CNC prevê uma queda de 1,3% no volume de vendas de bens duráveis para este ano. Mas os juros não são o principal motivo para a queda no número de compras, mas o ambiente econômico como um todo. O consumidor está inseguro com o seu futuro e se estará empregado e tendo uma renda mensal. Ao pensar isso, ele acaba não comprando algo que deseja.

Os analistas não acreditam em uma alta do número de calotes, pois os bancos também estão selecionando de forma mais criteriosa a aprovação do crédito ao consumidor, baseando-se em sua renda. O risco concreto que existe é de uma alta da inadimplência do trabalhador, que está ligada ao futuro surto de desemprego no país.

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Tenha um ótimo dia! =) 

 

 

 

Emanuel Gonçalves
Emanuel Gonçalves
Fundador do blog SOS Dividas, especialista com mais de 20 anos no mercado como consultor financeiro, também Autor do Ebook " Como Negociar Dívidas" que vem ajudando milhares de Brasileiros a saírem do vermelho e reestrutura sua vida financeira.

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