Sua Excelência o Endividado!

Os consumidores que estão na lista negra dos 63 milhões de endividados em todo Brasil, são na verdade potenciais compradores de bens e consumo somente a vista, estão sem crédito e pagam tudo no dinheiro ou no cartão de débito e isso de certa forma fica sendo um tanto quanto positivo para o mercado de uma forma geral, mesmo o consumo sendo mais restritivo.

Uma grande parcela deste universo de clientes acaba se habituando a este procedimento e mesmo após a regularização dos seus débitos, se conscientizam e não mais repetem os erros cometidos que os conduziram ao completo endividamento, ou seja, preferem continuar consumindo a vista, sendo assim, somente compram no limite onde o bolso alcança e não na ilusão do consumo no crédito.

Costumamos sempre repetir e enfatizar em nossas consultorias o seguinte: “Seu limite de crédito não é seu limite de crédito, seu verdadeiro limite de crédito é o limite de sua real capacidade de pagamento”.

Quem ganha 5 mil reais por exemplo, e tem um cartão de crédito com limite de 6 mil reais, além de outras disponibilidades de ofertas para crédito, se ilude e acaba desequilibrando seu orçamento, vai criando dívidas para pagar dívidas e se candidatam mais cedo ou mais tarde a entrar no rol dos 63 milhões de endividados com nome sujo nas empresas de restrições ao crédito.

Milhões de consumidores somente se organizam quando ficam sem acesso ao crédito, são obrigados a parar de fazer dívidas, entram em uma nova realidade do consumo apenas à vista, e sendo bem orientados, a médio ou longo prazo, se recuperam e se organizam financeiramente.

Os que aprenderam com a lição da difícil recuperação, dificilmente voltarão a repetir os mesmos erros, aprenderam e podem até ser reverenciados porque foi através do endividamento que se adequaram a uma realidade equilibrada, já os que não aprenderam, infelizmente vão continuar a margem do desequilíbrio orçamentário e sequer merecem a reverência que podemos chamar de: Sua Excelência o Endividado!

Por Emanuel Gonçalves da Silva

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Entrevista Sobre Negociação de Dívidas na Rádio Nacional de Brasília

Fui entrevistado pela Rádio Nacional de Brasília sobre Negociação de Dívidas e a repercussão foi imensa, principalmente porque diversas situações foram debatidas e esclarecidas aos ouvintes desta conceituada emissora.

A entrevista foi ao vivo no programa TARDE NACIONAL com os apresentadores Luciano Barroso, Dáurea Grámatico e Anchieta Filho.

Ouça agora, CLIQUE AQUI:

Negociação de Dívidas é sempre um tema extremamente relevante, afinal de contas são milhões de endividados em todo Brasil, sendo submetidos a todos tipo de arbitrariedades. As perguntas foram extremamente pertinentes ao dia a dia dos devedores.

Em uma das respostas, destaquei que os devedores encontram muitas dificuldades quando procuram os credores para tentar negociar suas dívidas, por incrível que pareça, são barreiras das mais elementares possíveis, seja por telefone, por email ou pessoalmente.

Os credores reclamam do elevado índice de endividamento, mas são também responsáveis não somente pela elevação da inadimplência, como também pela manutenção desta situação já que seus canais de atendimento são totalmente deficientes.

Por exemplo: quando o consumidor telefona para um desses bancos, financeiras ou grandes redes de lojas para comprar seguros, capitalização ou algum outro produto, observe que as facilidades e o nível de atendimento são bem mais eficientes; são atenciosos, pacientes, apresentam alternativas e tudo mais, agora, quando o devedor telefona tentando negociar dívidas, a coisa muda totalmente de figura…

Primeiro, os telefones divulgados, ou melhor, mal divulgados, demoram eternidades para atender, quando consegue atendimento a dívida já está em outro lugar e então já fornecem outros números e assim continua a peregrinação apenas para começar a negociar uma dívida e desta forma o devedor acaba desistindo.

Uma venda termina no recebimento e a cobrança de dívidas deveria ser tratada como uma extensão da venda realizada, mas os credores agem de forma diferente, tratam bem para vender porem, tratam mal para cobrar e esta realidade em minha opinião, é responsável pela manutenção da metade do total de endividados em todo Brasil, é isso mesmo, se houvesse uma postura diferente, se o devedor fosse tratado adequadamente, certamente muitas das dívidas pendentes de negociação já poderiam ter sido resolvidas.

Observem, quando acontece essas campanhas promovidas por associações comerciais ou câmara de dirigentes lojistas para negociar dívidas, são filas intermináveis de devedores, buscando uma solução, certamente a maioria estão dentro deste contexto mencionado acima.

Emanuel Gonçalves da Silva

Consultor de Dívidas e Escritor

www.sosdividas.com.br/negociar-dividas

Aumentar Score Virou uma Caixa Preta do Crédito

Tenho acompanhado as os recentes acontecimentos relacionados ao “Cadastro Positivo” cada vez mais invadindo a privacidade dos consumidores já controlados pela frequente pontuação baixa do Score.

Todos querem aumentar seu score e na realidade poucos conseguem principalmente por desconhecimento dos registros existentes no SCR – Sistema de Informações de Crédito de Banco Central do Brasil.

Andei pesquisando ansiedade das pessoas na internet e vejam os posts de alguns comentários:

“Gente, vcs sabem como faz pra aumentar score do cpf? Eu preciso de 700 pra conseguir cartão pro bts pfv me ajudem”

“Meu maior objetivo ta sendo aumentar o score e enfiar dinheiro no meu tesouro direto”

”Recarregar cartão de passagem devia aumentar o score né?”

“Vc pede um cartão normal ao seu banco que diz “ infelizmente por motivos de “score”, não há possibilidades. Como aumentar o score?”

“Que tal um órgão de proteção, estilo SPC, mas governamental ? Que nós, consumidores, não sejamos obrigados a assinar pacotes de tudo que é coisa que eles vendem apenas para aumentar nosso score.”

Todos estão aflitos, mas poucos procuram realmente se informar adequadamente quais os motivos que levam a esta dificuldade para aumento na pontuação do score.

Um dos principais motivos e talvez a principal dificuldade é o registro existente em nome de consumidores e empresas no SCR – Sistema de Informações de Crédito do Bacen.

Quem tem dívidas prescritas e não entende quais os motivos de não conseguir novo acesso ao crédito, quem pagou dívidas atrasadas através de acordo, com descontos também fica sem acesso a créditos além de outras situações.

Tudo isso é necessário ser pesquisado, verificado se consta nos registros do sistema SCR anotações que se tornou uma espécie de central para consultas dos bancos em todas as operações que realizam, ou seja, o consumidor saiu das empresas de restrições tradicionais, mas, permanecem no SCR que virou uma caixa preta pela falta de transparências em suas operações.

Com base nesta situação, criamos uma palestra online onde apresentamos o passo a passo de como funciona o SCR Bacen, mostramos como funciona, quais as irregularidades com a diferença entre o que é informado e o que é realizado, como se registrar para acessar o SCR Bacen e principalmente o que deve ser feito e como fazer para corrigir e retirar o nome de quem estiver neste cadastro de registros indevidamente.

Este é o link da palestra:

www.consultordedividas.com.br/palestra-src-bacen

Entendemos que este é um dos principais caminhos para o consumidor se aprofundar nesta situação e assim, de fato, aumentar suas possibilidades de crescer a pontuação do score em todo Brasil.

Por

Emanuel Gonçalves da Silva

Consultor de Dívidas e Escritor

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Quando um Consumidor Hiper Endividado é Bom Pagador

Preste bem atenção, amigo leitor(a), que eu vou explicar quando um consumidor hiper, super endividado é um bom e não, mau pagador.

Na minha trajetória como Consultor Especialista em Negociação de Dívidas, há mais de 25 anos de atividade, tenho atendido clientes em diversas situações e estágios do endividamento.

Normalmente, aqueles que tem uma fonte de renda mensal girando em torno de cinco, oito mil Reais, ou até na faixa de quinze mil Reais, quando chegam neste estágio, suas dívidas somadas representam dez, quinze até mais de 20 vezes a soma de sua renda média líquida mensal, principalmente aqueles que tem uma renda fixa recorrente.

Podemos mencionar como exemplo um caso recente de um consumidor que nos procurou, que recebe cerca de 14 mil Reais, líquido, e agora está devendo quase 300 mil Reais.

Ele tem menos de 40 anos e jamais teve seu nome negativado, estava com auto estima lá embaixo, se achando um mau pagador. Após conhecer os detalhes de como ele chegou a esta situação procurei minimizar sua decepção e afirmei: “Você somente chegou a este volume de endividamento justamente porque é um bom pagador”.

O princípio do seu desequilíbrio foi a separação do casamento e claro, também alguns excessos de gastos do dia a dia em seu orçamento. Ele começou a utilizar o excelente crédito que sempre teve para gerar novas dívidas, contraindo outros empréstimos, todos os meses, a fim de completar a diferença negativa entre o que tinha pra pagar e o que recebia líquido do seu salário.

Essa bola de neve já vinha crescendo há quase dois anos, justamente pra manter o nome limpo, honrar os compromissos, ele criou dividas para pagar dívidas.

Tem um trecho no meu livro Como Negociar Dívidas assim:

O simples, o óbvio raciocínio de que as despesas acima das receitas caracterizam o princípio do endividamento, passa de forma oculta quando vem de encontro a sagrada obrigação de honrar os compromissos assumidos e manter, a todo custo, o nome limpo na praça, elevando ainda mais a inadimplência”.

Agora, amparado adequadamente com nosso permanente suporte, ele somente vai se recuperar a longo prazo desde que aplique as  seguintes condições:

1-Reformular seu orçamento mensal para adequar a uma realidade compatível com a situação.

2- É comum nestas situações a desorganização das despesas pessoais, portanto é necessário total prioridade para reorganizar as despesas essenciais que envolvem sua subsistência pessoal e familiar tipo: Água, luz, telefone, condomínio, aluguel ou prestação do imóvel, iptu, educação, etc.

3-Viver em cima de um orçamento rigorosamente sem excessos.

4-Rever todos os contratos dos empréstimos contraídos para identificar os abusos cometidos com juros e outras irregularidades que todos esses credores utilizam na maioria dos contratos de financiamentos.

Desta forma, lá na frente, ele terá condições de voltar a pagar todos os empréstimos aos credores, mas com valores bem reduzidos em comparação aos valores atuais.

Observe com esse exemplo que tudo é uma questão de tomar a decisão no tempo certo. Se ele tivesse esta postura há um ano atrás, certamente seu endividamento estaria menos da metade dos valores de hoje.

O fato é que esta situação é uma realidade que vem acontecendo com milhões de consumidores atualmente em todo Brasil. Enquanto eles tem crédito, continuam se endividando e elevando ainda mais o processo de inadimplência, estão queimando a gordura com novos empréstimos, enriquecendo o sistema financeiro, pagando juros abusivos e quanto mais demorado for a decisão de parar e rever tudo, mais dificil e demorada será sua recuperação financeira.

Esses consumidores precisam se conscientizar de que ainda são privilegiados, já que tem uma salário fixo mensal e necessitam adquirir educação financeira para viver em função de um orçamento que esteja dentro de suas condições de pagamento.

Certamente, a situação está mais difícil para aqueles que trabalham por conta própria com renda mensal flutuante e, pior ainda, para os 14 milhões de desempregados. Esses sim, vivem à margem de uma realidade perversa de nossa frágil economia.

Positivamente,

Emanuel Gonçalves da Silva

Consultor de Dívidas

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Cartão de Crédito: Brasileiros erram ao usá-lo

Um dos principais problemas de estar com o nome sujo é não ter crédito na praça. E, sem crédito, a verdadeira pedra no sapato: sem cartão de crédito! Mas, neste post, vamos apresentar algumas soluções referente a este assunto. 

Devido ao fenômeno conhecido como “bancarização”, o acesso da população ao sistema financeiro foi ampliado. Porém, a grande maioria dos brasileiros comete erros ao usar cartões de crédito.

Esses percentuais são considerados altos, segundo especialistas. Para os consumidores que possuem uma renda mensal entre R$ 1 mil e R$ 5 mil, as parcelas comprometem 10% do salário. Já para a classe média, o percentual é de 8%. E entre os que ganham remunerações acima de R$ 10 mil, elas representam apenas 4%.

Para não atrair dívidas para pagar, o recomendável é comprometer apenas 6% da renda mensal para o pagamento das parcelas.

Ao fazer o parcelamento das compras, os consumidores se esquecem que estão transformando a dívida de 30 dias em algo que pode durar até mais de 12 meses. Se isso for combinado com outros compromissos, como o financiamento imobiliário e da compra de automóveis, o parcelamento do cartão de crédito pode fazer com que a pessoa comprometa uma grande parte da renda em gastos fixos, levando-a à inadimplência.

Hoje, seis em cada dez brasileiros têm conta em algum banco. Devido à isso, 79,1 milhões de pessoas podem ter acesso a cartões de crédito. O grande problema é que a concessão de crédito é bastante facilitada pelos bancos, que por vez não estabelecem um teto máximo de gastos para o consumidor.

E por causa dos juros altos, em pouco tempo a dívida do cartão de crédito dobra. Não podemos condenar o seu uso, pois ele é um ótimo instrumento para controlar as despesas e conseguir pontos futuramente, que podem ser trocados por produtos e serviços.

As compras com valores altos, como eletrodomésticos e passagens aéreas, podem ser parceladas. O que deve ser evitado é o parcelamento de compras menores, como roupas e gastos em mercados e restaurantes.

Mas como não deixar que os gastos fujam do controle?

A primeira dica é não levar o cartão de crédito consigo diariamente na sua carteira. Ele deve ser guardado em casa, a fim de evitar compras compulsivas.

A segunda dica é possuir apenas dois cartões, caso o consumidor deseje dividir as datas de pagamento. Quantos às parcelas, é preciso controlá-las. Um ótima sugestão seria elaborar uma planilha de acompanhamento ou usar ferramentas disponíveis na internet.

O App do Guia Bolso atualiza de forma automática uma planilha de gastos no momento em que o usuário compra algo. Caso perceba que está parcelando muitos suas compras, a pessoas deve mudar imediatamente esse hábito.

Além disso, é recomendado pagar a fatura total, e não o valor mínimo.

Ao pagar este, os juros começam a aumentar. Se o consumidor já entrou em um crédito rotativo, o caminho mais fácil é procurar uma negociação da dívida com a operadora do cartão de crédito, orientado ou não por um especialista no assunto.

Há um serviço do Procon chamado Programa de Apoio ao Superendividado. Além de oferecer palestras e informações gratuitas sobre o tema, ele faz o intermédio do consumidor e o credor, sendo este uma empresa, operadores de cartão de crédito ou banco. 

Soluções Inovadoras para o uso do Crédito:

  • Cartão de crédito pré-pago

Hoje, a maioria das empresas de crédito, como MasterCard e Visa, em associação com os principais Bancos, como Itaú e Banco do Brasil, já disponibiliza no mercado cartões de crédito que você carrega com o valor que quiser.

Assim, você usufrui das mesmas funcionalidades de um cartão de crédito normal, sem se preocupar com pagamento de fatura, sem ficar fazendo malabarismo com o pagamento mínimo e sem correr o risco de comprometer sua vida financeira por ter um limite de crédito maior do que seu orçamento.

  • Serviços de pagamentos

Se sua principal utilidade para um cartão de crédito é fazer compras pela Internet, então você nem vai sentir falta dele! Hoje, existem inúmeros serviços de pagamentos de confiança, com altos níveis de segurança na Internet e que permitem pagar de diversas formas as suas comprinhas.

Os principais são o PayPal e o PagSeguro, que você já deve conhecer, certo? Serviços de pagamentos online permitem pagar com débito em conta (atenção para o nível de segurança do site, nada de fornecer seus dados bancários sem ter certeza de que o site é confiável!) ou em boleto bancário, facilitando.

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Sr. Emanuel Gonçalves – Consultor de Dívidas

 

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